Tenho me sensibilizado demais com o sofrimento alheio, vejo coisas que machucam demais meu coração, assisto cenas que realmente me revoltam e que cada dia mais degrada o ser humano. Nunca fui dada a sentimentos e talvez esse seja o motivo de sofrer tanto agora, talvez seja pelo fato de nunca conseguir sentir nada antes que agora sinto tudo, sinto por mim e pelos outros.
O Sofrimento me corroeu por dentro e lagrimas em meus olhos já são constantes, sinto saudades, raiva, solidão e percebo que faço mais pelos outros do que eles fariam por mim quem sabe um dia isso mude ou quem sabe não. Acho que ajudar mais do que ser ajudada já faz parte de quem eu sou.
Preciso urgentemente de alguém que seja capaz de tirar todo esse sofrimento da minha vida ou pelo menos alguém que não se importe de viver com minhas cicatrizes. Vivo num mundo que é somente meu e não sei se isso é bom ou ruim. Acho que minha vida é o desenho “Alice no País das Maravilhas” mais sem as maravilhas só a grande confusão.
Será que alguém nesse mundo consegue me fazer esquecer nem que seja pelo menos por um instante minhas feridas que de tanto doer chegam a marcar minha pele? Será que em algum instante irei encontrar finalmente um amor tranquilo? Será que algum dia desses eu tenho a sorte de esbarrar em alguém e igual a filme americano me apaixonar perdidamente? São tantas perguntas e poucas respostas.
Percebo que hoje em dia muitos querem o amor, mas poucos fazem algo para consegui-lo e quando já tem amor não é como esperavam, não é com a pessoa que imaginavam ou não no tempo que queriam. O ser humano é algo contraditório nunca está satisfeito com o que possui a grama do vizinho sempre é mais verde e o que seria de nós sem esses questionamentos?
Hoje aprendi que por mais que você esteja ferido o mundo não para pra você se curar e tão pouco as pessoas querem saber como você se sente. Se for necessário pessoas lhe usarão para conseguir o que querem. O que me leva a perguntar quando paramos de perceber no outro o irmão? Quando paramos de sentir as coisas? Quando foi que nos tornamos pedras ambulantes em meio à vida? Em qual guerra vestimos nossas armaduras? E principalmente, quando deixaremos de estar em posição de ataque e passaremos a nos importar mais com outro?

