Despedir-se de um amor é despedir-se de
si mesmo. É o arremate de uma história que terminou, externamente, sem nossa
concordância, mas que precisa também sair de dentro da gente.
Martha
Medeiros
Minha vida inteira é baseada
em ciclos, sejam eles de felicidade, de tristezas, agonias, euforias e
alegrias. Sempre acreditei que cada coisa tem seu começo, meio e fim, mas nunca
gostei de finais mesmo sabendo que eles existem nunca me agradou saber que
algum dia o tão temido fim pode acontecer. Finais e despedidas sempre são
tristes e a tristeza faz do meu coração sua eterna morada, não que eu goste de
ser triste mais ser nativa do signo de Câncer não ajuda muito, isso me torna
uma sonhadora ao extremo e saudosista por natureza, e em minha vida essas experiências
acabam tendo um peso maior do que realmente são.
Despedir-se de um amor é
abandonar pedaços de sentimentos, lembranças, momentos e até brigas. Mas quando
realmente saber que o amor acabou? Quando saber que é a tão aguardada hora do
adeus? Como se preparar para o tão aguardado clichê “mais o problema não é você
sou eu”? A verdade é que o ser humano nunca está preparado, nunca esteve e provavelmente
nunca estará para a hora da partida.


