sexta-feira, 9 de agosto de 2013

A Despedida


Despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo. É o arremate de uma história que terminou, externamente, sem nossa concordância, mas que precisa também sair de dentro da gente.

Martha Medeiros

Minha vida inteira é baseada em ciclos, sejam eles de felicidade, de tristezas, agonias, euforias e alegrias. Sempre acreditei que cada coisa tem seu começo, meio e fim, mas nunca gostei de finais mesmo sabendo que eles existem nunca me agradou saber que algum dia o tão temido fim pode acontecer. Finais e despedidas sempre são tristes e a tristeza faz do meu coração sua eterna morada, não que eu goste de ser triste mais ser nativa do signo de Câncer não ajuda muito, isso me torna uma sonhadora ao extremo e saudosista por natureza, e em minha vida essas experiências acabam tendo um peso maior do que realmente são.

Despedir-se de um amor é abandonar pedaços de sentimentos, lembranças, momentos e até brigas. Mas quando realmente saber que o amor acabou? Quando saber que é a tão aguardada hora do adeus? Como se preparar para o tão aguardado clichê “mais o problema não é você sou eu”? A verdade é que o ser humano nunca está preparado, nunca esteve e provavelmente nunca estará para a hora da partida.

Partidas são necessárias mesmo as mais trágicas. O comodismo e o medo do novo sempre nos impedem de seguir adiante, ainda bem que não morremos de amor então se permita chorar, ouvir músicas tristes e a sentir saudade isso não é ruim, significa que teve algo bom no relacionamento e que merece ser lembrado, o fim é sempre melhor do que a eterna indecisão do que se quer ou do que ficar acorrentado a um relacionamento fadado ao fracasso como canta meu amado Cazuza ‘mentiras sinceras me interessam’, você pode até sofrer no começo mais não se permita o luto eterno outros amores virão e ciclo sempre podem recomeçar, só depende de você permitir que ele recomece. 

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